
MAIO 2003
SEXTO ANIVERSÁRIO DO BCC
por Suzy Kelly, inspirada em email de Diana Maria Casadana.
Em 15 de maio comemora-se a inauguração do BCC - Brazilian Crossdresser Club. Esta foi a data em que foi ao ar o primeiro site elaborado pela MONIQUE MICHELE, colocando em prática uma idéia da DEBBORAH LEE. As meninas se conheceram através de chats na internet.
Em julho de 1997 a Monique Michele avisou que ia se ausentar por poucos dias e desapareceu. E ninguém sabia a senha da página na internet. Em agosto de 1997, a DEBORAH CRISTINA recebeu um email anônimo contendo a senha. Como a Debborah Lee também havia se afastado, a Deborah Cristina assumiu o site e a direção do BCC.
Foi em 18 de agosto de 1997 que começou a segunda fase virtual do BCC, que passou a contar também com a colaboração de associadas que até hoje se encontram ativas. São elas a ELISABETH BARDOTTI, DIANA MARIA CASADANA e LIANE FERRAZ.
A Debbi relata em um email deste mês de maio/2003 que Betinha também foi uma das primeiras (a 4ª ou 5ª associada). E continua, dizendo que na lista de primeiras associadas de nosso banco de dados estavam faltando (já completamos) outras meninas que se inscreveram no próprio mês de Maio/1997, como por exemplo a ANA LUIZA PERISKOVA e a FERNANDA HORST, além das fundadoras Monique Michele, Deborah Lee e dela própria. E lembrou também da PRISCILA QUEEN.
Foi assim que o dia 18 de agosto ficou marcado como a segunda data de aniversário do BCC, data em que a Debbi assumiu a construção do novo site, por causa do sumiço da Monique.
A Deborah Lee, num dos recadastramentos efetuados, voltou ao nosso convívio em 08/01/2001, participou de algumas CD SESSIONS e depois sumiu novamente. Alguns desses encontros com a participação da Debborah Lee estão relatados no site da Carmem Maura e da Suzy Kelly.
Em 09/11/1997, ingressou no BCC a LIANE FERRAZ, que, além de ter ajudado na confecção do site do BCC, passou a patrocinar CD SESSIONS em sua residência, a qual ficou conhecida como SEDE CAMPESTRE do BCC. É importante destacar a participação da Sussu, S/O da Liane Ferraz, que também pode ser considerada uma das baluartes (suporte, apoio, sustentáculo) dos crossdressers no Brasil. A FERNANDA HORST fez um lindo relato sobre o seu debutar na Sede Campestre, cujo texto encontramos no site da Betinha.
Durante a gestão da Deborah Cristina também colaborou a Verônica Lane. Depois que deixou a Diretoria, assumiram Elisabeth Bardotti (Betinha), Paula Andrews, Paola Gabrielli, que contaram com a colaboração de Diana Maria Casadana, Angela Augusta Giacometti (Guta), Lorena Sioux, Jorgete del Rio, Carmen Ley e Suzy Kelly.
Depois que a Debbi deixou o cargo de webmaster, assumiram, respectivamente, Betinha, Guta e Suzy Kelly. A Paula Andrews assumiu a Tesouraria (espertinha, hein!) e todas as mencionadas no parágrafo anterior como dirigentes. Muitas outras associadas passaram a integrar a Comissão de Ética e Avaliação, sob a direção da Diana Maria. Foi quando surgiu a idéia da indicação de diversas colegas em outros estados como Representantes Regionais, as quais vem envidando esforços no sentido de promover a integração regional com a organização de CD Sessions.
Ainda sobre o aniversário do BCC, em email de dia 15 de maio de 2003, a DEBORAH CRISTINA escreveu:
"Hoje o BCC completa 6 anos de existência. Como fundadora do clube queria apenas deixar aqui registrado o seguinte:
Parece que foi ontem, e o ano de 1997, como o marco inicial do crossdressing brasileiro, jamais sairá de minha memória.
Através do BCC eu evolui a minha condição de CD, aprendendo e fazendo coisas que jamais pensei em minha vida ser capaz de viver ou realizar.
Através do BCC eu conheci pessoas que nunca mais sairão de meu coração, mesmo que o contato seja perdido. Essas pessoas, cada uma de seu jeito, são responsáveis por muito que a Debbi é hoje.
Por causa do BCC a palavra "crossdresser" se tornou conhecida e difundida pelos 4 cantos do Brasil, trazendo informação e esclarecimentos antes inimagináveis.
Nesses 6 anos já fui de tudo um pouco, presidente, diretora, conselheira, associada, tesoureira (antes da Paula Andrews), organizadora, faxineira, secretária e sei lá mais o que. Enfim, vivi cada minuto de BCC de várias formas e de todos os jeitos...
Do BCC eu já me afastei e para o BCC sempre retornarei. As vezes eu sumo, me tranco em meu armário, esqueço do BCC mas depois de um tempo esse mundo de encanto e fantasias femininas me chama de volta. Não vivo sem o BCC e sem as amigas que fiz dentro dele.
Por causa do BCC aconteceram a primeira CD Sessions do Brasil, o primeiro encontro nacional de crossdressers (HEF 99), o primeiro concurso de Miss para crossdressers. Assim, muitas meninas aprenderam a se maquiar e a se vestir. Outras assumiram mais sua feminilidade e outras tantas passaram suas experiências e ensinamentos às menos experientes. Muitas no clube se conheceram e se tornaram grandes e inseparáveis amigas. Enfim, o BCC é o grande responsável pelo crossdressing nacional e não acredito que alguém duvide disso.
Mas o que é ou quem é o BCC?
Todas nós somos o BCC. Cada uma do seu jeito, com sua participação, com seus desejos e fantasias, participando como se pode. Algumas na posição de organização, outras de liderança, outras apenas em observação e outras apenas como meras leitoras sem se pronunciar. Enfim, cada qual do seu jeito, faz parte do primeiro e único clube de crossdressers brasileiras.
Meu sentimento hoje em dia é apenas um, o de Missão cumprida. Se eu morrer amanhã, morrerei feliz e com a sensação que pude contribuir com pelo menos uma gotinha nesse imenso oceano do universo CD e essa gotinha se chama BCC - Brazilian Crossdresser Club (1997 - 2003). E que muito mais ainda esteja por vir."
Esta é a nossa homenagem à DEBORAH CRISTINA em razão de ser ela a única das fundadoras que ainda está entre nós. Contudo, também empenhamos os nossos votos de louvor às demais meninas que tanto contribuíram para o engrandecimento do BCC.