
FEVEREIRO / 2005
SAIU NAS REVISTAS E NOS JORNAIS
DOIS CASOS DE RARA DOENÇA SEXUAL SURGEM EM NOVA IORQUE
Site http://www.noticias.terra.com.br - Colaboração de Cristiane Young
Dois nova-iorquinos foram diagnosticados com uma rara doença de transmissão sexual, associada geralmente a gays e bissexuais, e quase inexistente em países desenvolvidos.
A doença, conhecida como LGV ou "Linfogranuloma Venéreo", é uma infecção produzida por uma variedade específica da clamídia, que produz úlcera e infecções sangrentas e dolorosas nas zonas retal e genital.
O Comissário de Saúde de Nova York, Thomas Frieden, assegurou hoje que o surgimento destes casos é algo "sério", e lançou hoje um alerta ante o "alto nível de atividade sexual sem proteção" da comunidade homossexual na cidade. "As relações anais sem proteção, em particular, são extremamente perigosas para a propagação do LGV, assim como da aids", acrescentou.
Segundo as autoridades, até agora só existem seis casos em todo o território dos Estados Unidos. Além dos dois de Nova York, foram detectados mais três em São Francisco, e um em Atlanta. Nas últimas décadas, apenas foi detectada sua existência em países industrializados, com a única exceção de alguns casos diagnosticados nos Países Baixos e Reino Unido.
As autoridades sanitárias de Nova York apontaram que, entre os casos identificados, alguns são portadores do vírus da aids, e a maior parte reconheceu ser muito promíscua e ter praticado sexo anal sem proteção, entre outras atividades de alto risco.
A doença deve ser tratada com antibióticos, como a tetraciclina ou sulfametoxazol. Em caso contrário, advertem as autoridades, o LGV pode causar danos permanentes nos intestinos e uma desfiguração dos órgãos genitais (elefantíase). "É crítico que os gays e os homens bissexuais minimizem o risco de seu comportamento sexual e pratiquem sexo seguro, mais precisamente para ajudar a prevenir a propagação desta doença e do vírus" da aids, explicou o comissário em entrevista coletiva.
Atualizada em 03/02/2005