NOVEMBRO/2004

NOTÍCIAS SOBRE TRANSEXUAIS


VICE-PREFEITA TRAVESTI

Por Suzy Kelly

A Travesti eleita vice-prefeita em Colônia do Piauí esteve no Programa do Jô Soares na Rede Globo de Televisão.

Aparentando mais idade e bem mais fortinha do que na foto ao lado, falou um pouco de sua carreira como vereadora durante doze anos, eleita pelo PFL e agora pelo PPS do Ministro Ciro Gomes, a quem, disse, gostaria de conhecer pessoalmente.

Veja os comentários e reportagens publicadas neste jornal no mês passado - Outubro / 2004


JUSTIÇA AUTORIZA MUDANÇA DE DOCUMENTOS DE TRANSEXUAL

Colaboração de Bruan Romanelly

O transexual "E" conseguiu na Justiça goiana o direito de mudar no seu registro civil o prenome e o sexo para mulher. A decisão unânime, da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Goiás, exclui ainda qualquer discriminação para fins cíveis, trabalhistas e previdenciários. "E" já se submeteu a cirurgia de mudança de sexo. O Ministério Público (MP) fez uma única ressalva ao pedido: que a mudança não poderia surtir efeito no caso de casamento e para fins trabalhistas e previdenciários, mas foi recusada pelo relator do processo, desembargador Ney Teles de Paula.

Este é mais um caso de mudança de registro de transexuais autorizado pela Justiça goiana.

A primeira sentença permitindo a mudança de nome e sexo em documentos em Goiás foi proferida pelo então juiz João Ubaldo Ferreira, em dezembro de 1997, que autorizou um estudante de 25 anos a alterar o seu registro de masculino para feminino.

Em agosto de 2001, decisão do juiz José Ricardo Teixeira, da 1ª Vara da Fazenda Pública Municipal e Registros Públicos de Goiânia autorizou a alteração de registro de "C", constatada “anomalia de diferenciação sexual”, conhecida por “estado intersexual”. O transexual se submeteu à cirurgia de mudança de sexo.

Em setembro de 2001, "João" , que já havia passado por cirurgia em Londres para remover pênis e testículos, e receber no lugar uma neovagina, teve também seu pedido de mudança de registro autorizado.

Em 2002, "W", de 31 anos, mudou seu registro para feminino, por decisão do juiz Luiz Fleury, da 3ª Vara da Fazenda Pública Municipal e Registros Públicos de Goiânia.


TRANSEXUAIS VÃO PODER MUDAR DOCUMENTOS ANTES DA CIRURGIA

Colaboração de Bruan Romanelly

A Rainha Elizabeth II acaba de dar seu apoio oficial a uma nova lei que vai permitir que cerca de 5 mil transexuais britânicos possam modificar suas certidões de nascimento, mesmo não tendo se submetido à cirurgia de mudança de sexo.

Pela Lei de Reconhecimento de Gênero, transexuais que queiram ter reconhecimento legal de seu novo gênero vão ter que mostrar evidências de que pretendem viver a vida inteira permanentemente no gênero adotado, mas não vão precisar passar pela cirurgia de mudança de sexo.

Até o momento, a Grã-Bretanha era um dos poucos países europeus que se recusava a deixar os transexuais mudarem seu gênero na certidão de nascimento.

Em junho, o tribunal europeu julgou que impedir o casamento e os direitos de pensão aos transexuais viola a lei da União Européia. A decisão da Corte de Justiça Européia em Luxemburgo vai ser aplicada a todos os países que compõem a Comunidade Européia.

Um comitê de especialistas legais e médicos devem autorizar o reconhecimento de gênero. Mas as entidades religiosas podem se recusar a fazer o casamento religioso caso uma das pessoas tenha passado pelo reconhecimento de gênero.

O apoio da Rainha significa praticamente colocar em vigor a nova lei.


TRANSEXUAIS CORREM PARA CIDADE DAS CIRURGIAS DE MUDANÇA DE SEXO

Colaboração de Bruan Romanelly

Málaga, na Andaluzia (Espanha), se tornou a Meca dos transexuais de toda a Espanha à procura da cirurgia de mudança de sexo.

Isso porque na cidade há um hospital que realiza gratuitamente a cirurgia, o Hospital Universitário Carlos Haya. O governo andaluz decidiu financiar as operações devido ao elevado custo em clínicas particulares, no mínimo 30 mil euros.

Desde que foi inaugurada em 1999, a unidade de Trastorno de Identidad de Género (UTIG) já realizou 80 intervenções relacionadas à mudança de sexo, parcial ou total.

Nos últimos anos o Centro atendeu 387 pessoas, em sua maioria homens de 30 a 40 anos, resultando em 43 operações MTF (homem para mulher) e 37 FTM (mulher para homem), e espera alcançar as 300 cirurgias solicitadas em dois anos.

Muitos pacientes vêm para correção de cirurgias que tiveram resultados insatisfatórios.


IMPORTANTE É A MULHER

Por Bruna Romanelly

Li na G Maganize que "O importante é a mulher, não importa qual sexo ela tenha".

Essa frase me marcou muito!! Tenho a nítida impressão que com ela o Dr. Cláudio Picazio derruba de vez toda a teoria da sexualidade!!

Ser Homem ou ser mulher!! Nada mais tem a ver com as genitálias e sim com o que vai pela mente humana!! Sou mulher porque tenho uma alma feminina!! É isso???

O grande interesse entre as pessoas em geral é a sexualidade dos amantes de travestis. Seriam gays, héteros, bissexuais, ou uma outra sexualidade ainda não "descoberta"?

O psicólogo Cláudio Picazio, que foi convidado a fazer parte de um grupo como consultor, tem sua própria definição:

"Não dá mais para termos aquela visão antiquada de que os homens que desejam eroticamente travestis e transexuais são gays 'encubados', ou héteros 'mal resolvidos'.

Um homem que deseja uma trans deseja exatamente isso: uma trans. E, não biologicamente, um homem ou uma mulher. Ele gosta das duas formas em um só corpo. Trata-se de uma outra realidade que poderia ser somada às três variações conhecidas: Homo, Hétero, Bi, e agora o 'Biforme'".


MENINA COMEÇA MUDANÇA DE SEXO AOS 6 ANOS DE IDADE

Colaboração de Bruan Romanelly

Nos Estados Unidos, as crianças estão sendo reconhecidas como transexuais cada vez mais cedo. A menina  de nome Hallie Baker,  começou sua mudança de sexo para menino aos 6 anos de idade.  Foi com essa idade que ela disseaos seus pais que iria se matar  se não pudesse ser menino, enão estava brincando. Seus pais no início pensaram que ela era lésbica, mas ao levá- la a um psicólogo, descobriram que ela poderia ser transexual.

Agora, com nove anos de idade, Hallie virou Hal, em casa e na escola. E mais, Hal planeja começar em breve a tomar hormônios para que seus seios não cresçam e ela não tenha menstruação. A família apareceu em entrevista na TV americana, no programa de Oprah Winfrey, onde foram relatados ainda outros casos de crianças que decidiram que não queriam mais viver com seu gênero de nascimento. Todas foram acompanhadas por terapeutas, que chegaram à conclusão de que estas crianças eram transexuais,e deveriam ter a chance de viver como alguém do sexo poposto até decidirem se vão passar pela transição de sexo ou não. 

No programa , Hal disse: "Enquanto eu vivia como Hallie eu realmente comecei a me odiar. Eu me sentia numa armadilha, desconfortável. Disse aos meus pais devagar, eu não disse tudo de uma vez. Foi difícil mas está terminado. Aquilo está no meu passado, e este é o meu futuro".