SUZY KELLY
São Paulo-SP

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Biografia

Quando criança, gostava de estar entre as meninas. A partir da minha primeira ejaculação comecei a sentir coisas estranhas, porém, nunca a atração por meninos. Gostava mesmo era das meninas. Entretanto, quando eu passava na frente de uma lojinha, em que na vitrine estavam expostos sutiãs e calcinhas, eu sentia um arrepio no corpo inteiro e começava a me imaginar usando aquelas coisas, vestidinhos rodados e decotados, sapatos com saltos altos e tudo mais que as menininhas, que se tornavam mocinhas, queriam usar. Certa vez, ao entrar no banheiro, vi que o sutiã da minha mãe estava lá. Senti aquele mesmo arrepio no corpo todo. Imediatamente fechei a porta para experimentá-lo. A partir daí, isso se tornou rotina e os arrepios continuavam sempre que via as peças íntimas femininas. Depois que casei, passei a usar as roupas íntimas da minha mulher e de duas primas dela, que moravam em outra cidade e que de vez em quando iam dormir lá em casa. Mas, minha transformação começou mesmo dez anos depois, a partir do segundo casamento. Minha nova esposa calçava 39 e eu 40. Gostava se saltos altíssimos. Usava sutiã tamanho 40 ou 42. Tinha 98 de busto e 98 de quadril, tal como eu. Apenas a cintura dela era mais fina: ela 70 e eu 77. Ela com 58 de coxas e eu com 54 e tornozelos iguais (23). Ela com 1,71 de altura e eu com 1,83. Foi a partir daí que tudo aquilo que eu queria usar comprava para ela, porque obviamente também servia em mim. Aliás, hoje, com mais de 50 anos de idade, temos ainda as mesmas medidas, embora, devido a minha maior altura, o meu peso seja de 75 kg e o dela 60 kg. Em razão da roupas que comprava, certo dia, minha esposa comentou: "se você fosse mulher, seria muito sexy". Fiquei lisonjeada. Fiquei com vontade de lhe dizer que usar coisas femininas era o que eu sempre havia desejado. Achei que não devia me precipitar. Numa madrugada fui no banheiro, não de nossa suite, mas, num outro, vestir as roupinhas, ela foi por fora da casa me olhar pela janela e me viu de calcinha, sutiã e "sandálias de prata". Ficou na porta do banheiro esperando eu sair. Quando abri a porta, tentei esconder tudo que tinha nas mãos, mas, como esconder as sandálias? Ela falou: "não precisa esconder, eu vi tudo pela janela do banheiro". E continuou: "Antes, eu já tinha visto você andando pela casa de madrugada usando as minhas sandálias". Por dentro fiquei feliz, por ela ter descoberto tudo. Era o que eu queria que ela soubesse, porém, não tinha coragem de contar. Guardei as peças e fui para o quarto. Ela não foi. A partir daquele dia passou a dormir em outro quarto. Com a separação, vim morar no litoral. Agora, através do BCC, pretendo fazer contatos com pessoas que entendam essa situação, com quem possa trocar idéias e confidências, sair, passear.

Beijinhos,

Suzy Kelly

Atualizada em 02/03/2006