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SAMANTHA VOLLPI |
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Meu primeiro contato com o vestuário feminino foi uma calcinha branca de lycra. Eu tinha uns 11, 12 anos e estava com minha irmã na casa de uma amiga dela, quando resolvemos brincar na piscina. A mãe da menina, dona da casa, me ofereceu uma calcinha dizendo ser uma sunga do sobrinho dela. Desconfiei mas acabei vestindo. Ao chegar na piscina, elas riram, dizendo: "ta de calcinha, ta de calcinha!" Ameacei tirar mas elas disseram que tudo bem, que não havia problema. Então ali estávamos, três meninas brincando. Como me diverti muito e fui "aceita" no grupo, tive muito prazer naquele dia. A partir daí minha vida mudou. Era só ficar sozinha em casa que corria para o armário da minha irmã. Vestia suas roupas de ginástica, me admirava no espelho e passeava pela casa. A vontade de me vestir e me sentir mulher foi crescendo, cada vez mais forte. O prazer que uma roupa feminina proporciona, somente uma crossdresser pode entender. Cheguei a me vestir na frente de uma empregada que tive na época. Passei muito tempo tentando me entender ou me aceitar. Achava que eu era muito estranho e que isso só acontecia comigo. Cheguei a fazer 4 anos de terapia. Mas quando descobri o BCC, vi que era perfeitamente normal, que era feliz e que agora poderei ser mais feliz ainda, pois encontrei o meu "planeta". Hoje tenho minhas próprias roupas. Tenho também 3 amigas, mulheres e uma transexual, a quem confiei minha intimidade, meu segredo e que me dão força e apoio que sempre desejei e precisei durante esses 20 e poucos anos de vida dentro do armário. Obrigada amigas e muito obrigada BCC. Vocês me fazem muito feliz. Espero poder compartilhar emoções e experiências com minhas colegas crossdresser. Samantha Vollpi |
Atualizada em 05/03/2006