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JULIANA CRISTINA |
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E-Mail: |
julia_a_barros@yahoo.com.br | |
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A minha lembrança mais antiga é de quando eu tinha dez anos e minha irmã
Cristina, a mais nova das três, com raiva por ter que ficar cuidando de mim
e como forma de castigo por eu ser muito levado me vestiu de menina e me
apresentou a varias amigas dela que foram em casa naquele dia.
Lembro-me que senti uma sensação estranha quando me olhei no espelho e me vi daquela forma. Ela havia colocado uma calcinha em mim do tipo que tinha uns babados atrás e uma meia branca que parecia feita de renda com um vestido branco que ela havia usado na crisma junto com um arquinho no cabelo e umas marias-chiquinhas. Por mais que eu tentasse não encontrava o menino no espelho. Só via uma garotinha que não podia fazer nada, pois havia aprontado e se não fizesse o que ela mandava estaria encrencado, pois ela iria contar para o meu pai o que eu havia aprontado. Hoje quando lembro desse fato sinto saudade porque foi minha primeira vez como ”menina em publico“ e também a ultima. Hoje faço isso por mim mesma e por me sentir bem seja em casa escondido de todos, em hotéis nos fim de semanas sozinho, as vezes invento viagens de serviço só para fazer isso. Nas viagens reais que faço a serviço, uso no dia a dia uma lingerie discreta por baixo da calça sem correr grandes riscos mas isso já não me satisfaz mais eu quero algo mais e não sei bem como conseguir. Finalmente, como pediram para descrever qual meu estado de desenvolvimento, eu diria que da cintura para baixo eu me viro muito bem mas na parte superior sou uma bela negação. Já tentei mas não ficou nada bom. Bem, é isso que tinha a dizer. Gostaria de falar mais, porém o espaço é curto. Juliana Cristina |

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Numa destas viagens, ele “encontrou” Juliana. Saber sobre a Juliana, foi um impacto pra mim, ele me enviou uma foto dela por e-mail e eu fiquei muito chocada. Marcamos um encontro, e eu fui de peito aberto. Encontrar um amigo que decidiu sair do armário e assumir que era gay. Ledo engano o meu. Encontrei um homem meio inseguro por estar tão “nú” diante de mim, cheio de receios e seus próprios preconceitos que ainda não sabia como vencer. Nossos encontros se tornaram freqüentes. Aos sábados sempre saíamos para comprar o enxoval de Juliana, peças básicas, e maquilagem. Aos domingos ficávamos horas ao telefone e durante a semana sempre nos falávamos na hora do almoço. Depois nossa necessidade de confidenciar sobre as descobertas (Nossas descobertas Aliás, porque eu procurei me informar sobre o que era o Crossdresser, mesmo sem ele me dar o crédito, já me sentia uma S/O. Porque não foi difícil encontrar o BCC e me desfazer de várias dúvidas lendo o conteúdo do site.) Tornaram-se freqüentes, então passamos a nos ver todos os dias antes da faculdade. Era caminho da casa dela e ela fazia uma parada para falarmos antes da minha aula. Assim, a ajudei a escolher as próteses, as perucas, os batons, etc, etc....etc... Ver a Juliana pela primeira vez ao vivo, foi uma grande emoção. Eu não sabia o que dizer, e ela não sabia o que fazer. Narrar este momento seria confidenciar nossa maior cumplicidade. Demoramos a aceitar, admitir e tudo o mais sobre nossa relação... hoje dividimos nossas vidas. Nossa maquiagem, nossas blusas, lingeries e todo o amor que temos uma pela outra. Vários momentos marcam minha história com a Jú: Andar com seu sapo da Paulista a Praça da Sé, porque não podíamos parar de conversar. Vê-la tremendo em sua primeira montagem pra mim. Assumir numa noite de lua azul que amava um homem de alma feminina. Decidir que este homem é o homem da minha vida e adorar tê-lo aceito da forma que ele é e me faz feliz. Miss Taylor |
Atualizada em 09/03/2006