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CRISTINA CAMPS |
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E-Mail: |
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| Site: | http://www.cristinacamps.net | |
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O desejo de ser mulher. Isto me acompanha desde a infância. Minha história inicia quando era apenas uma criança. Lembro-me bem, quando aos 5 ou 6 anos de idade, minha irmã e sua amiga, vestiram-me de bonequinha. O vestido branco, as meias, o batom, o sapatinho, a fitinha branca no cabelo deixaram-me envergonhada, porém, com imensa satisfação. Os sonhos na infância em que eu dormia e acordava menina, eram constantes. A decepção do sonho acabado e a vontade de dormir para sonhar novamente eram imensas. Veio a adolescência. As festinhas, as namoradas, os carros e as vontades de qualquer menino normal adormeceram a menina dentro de mim. Aos 20 anos, quando passei a morar sozinha, a menina voltou novamente: calcinhas, sutiãs, roupas, sapatos, perucas e maquiagens faziam parte de meu cotidiano. Apesar dos meus desejos, continuava a namorar meninas normalmente. Foi com uma delas, aos 22 anos, que me revelei. Certa vez, ela estava se maquiando para sairmos e, ao passar batom, passou-me também. Daí para a base, o rímel e tudo mais, foi rápido. Ganhei calcinhas, sutiãs e muitas roupas. Por vezes ela se arrumava linda para sair, bem maquiada e eu também. Nos divertíamos muito como duas amigas. Mesmo com todo esse sonho, acabamos o namoro. Novamente a menina adormeceu. Aos 30 anos, com a menina completamente esquecida, encontrei uma pessoa maravilhosa, casei e tivemos dois lindos filhos. Por necessidade profissional comecei a viajar e, na solidão dos quartos de hotel, a magia voltou. Comprei tudo novamente e hoje, aos 49 anos de idade, sou mulher quando posso, há quase 30 anos. Nunca deixei transparecer nada para ninguém, muito menos para minha esposa, porém me angustiava o fato de ela não saber de meu Cdssing. Preparei-me muito para revelar. Anexei definições, relatos de S/O’s, ajudas psicológicas e contei. Após as fases de resignação, incompreensão, aceitação e ajuda, hoje vivemos muito melhor, numa cumplicidade total. Ela me ajuda muito e me apóia. Com certeza nossa vida conjugal melhorou muito. Minhas obrigações de esposo, pai e chefe de família são prioritárias. Profissionalmente, obtive sucesso. Com muita dor, deixaria meu fetiche em troca do que construí como homem. A discrição, o sigilo e o respeito pelo exposto, são diretamente proporcionais à vontade que tenho de me comunicar como mulher, por isso meu ingresso a esse maravilhoso clube, o BCC. Meu nome? Uma homenagem à minha esposa que o escolheu: Clarisse Cristina. Meu sobrenome? Uma derivação do meu original: Camps. Meu apelido? Cris. É como as pessoas, que sabem de minha condição, me chamam. À todas, meu respeito e beijos...com amor, Cristina Camps |
Atualizada em 17/08/2007